O mercado único digital é a nova agenda europeia

Jaime Quesado defende que o Estado dê o exemplo e coloqueos seus sistemas a falar uns com os outros 

 

No discurso europeu, a Sociedade da Informação já lá vai. “Agora, em 2016, entramos na agenda digital e no mercado único digital.” Assim classificou Jaime Quesado, a fase de transição que estamos a viver. Trata-se, segundo o presidente da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, da era do ‘inteligente’, de colocar os sistemas a falar uns com os outros. Esse é, de resto, “o desafio principal da administração pública portuguesa, que ainda não venceu o desafio da interoperabilidade das suas bases de dados”, admitiu. “O Estado tem de dar o exemplo na inovação.”
“Enquanto entre os anos 2000 e 2009, os investimentos foram sobretudo para lançar as infraestruturas de base para a sociedade de informação, numa lógica de coesão, agora os financiamentos comunitários têm outro perfil, numa lógica de complementaridade”, disse aquele gestor.
Considerando que a aprovação de projetos pelo Programa 2020, neste segmento, é mais difícil e complexa, Jaime Quesado reconheceu que o financiamento exige projetos de 10/20 milhões de euros, exigindo uma grande disponibilidade de capitais próprios.
Jaime Quesado considera que Portugal compara bem em vários indicadores com outros países, mas menos bem na simplificação legislativa: “Temos de investir mais nesta área.”

Carla Aguiar (Texto)

Leonardo Negrão/Global Imagens (Fotos)