Governo anuncia novas centrais de energia solar a construir no Alentejo

 

Renováveis As cinco novas centrais fotovoltaicas não serão subsidiadas. Prevê-se que tenham impacto positivo no preço da luz

O secretário de Estado da Energia,  Jorge Seguro Sanches, anunciou ontem incentivos financeiros para o investimento em eficiência energética nos setores da indústria e do turismo, na sessão de encerramento da conferência Global Media/Schneider Electric. “Vamos lançar já neste ano medidas de promoção de eficiência energética, recorrendo essencialmente a fundos nacionais disponíveis, num total aproximado de dez milhões de euros, que depois permitirão alavancar fundos comunitários (..) que estão alocados a planos operacionais  regionais de cerca de cem milhões de euros”, revelou o governante.
Seguro Sanches referiu que “esse trabalho está atrasado” mas que o governo pretende recuperar esse objetivo.
Por outro lado, revelou terem sido já aprovadas reduções de 10% e 20% nas taxas de certificação energética de edifícios, beneficiando, de preferência, as tipologias mais pequenas associadas a famílias de menores rendimentos.
Garantindo que o governo está empenhado em “tornar a eficiência energética um desígnio nacional”, o secretário de Estado revelou ter já iniciado essa trajetória  com o licenciamento muito recente de cinco centrais de produção fotovoltaica em regime de mercado, sem subsídios que onerem os consumidores.
As centrais de energia solar  foram licenciadas para uma potência total de 180 MW, distribuindo-se a localização do seguinte modo: duas em Ourique, uma em Évora e duas em Nisa. Em declarações à margem, o governante revelou ter a expectativa de que a primeira central comece a produzir em julho do próximo ano.
“Esta é uma medida muito relevante, que terá impactos muito positivos quer no preço da eletricidade no futuro quer na sustentabilidade do SEN.
O governante referiu ainda a necessidade de Portugal, em conjunto com a Espanha, apostar, reforçar e garantir os reforços na interligação de gás e eletricidade do nosso mercado ibérico com o resto da Europa. “Ganharemos com isso nos preços (Portugal tem o gás natural mais caro da Europa) e na eletricidade o tema também não é famoso, em que estamos apenas na média europeia”, disse.
Ainda dentro da política para o setor, Seguro Sanches destacou a necessidade de otimização das nossas infraestruturas de petróleo e de gás no sentido da sua utilização “a favor de um mercado aberto e competitivo”. Texto-Carla Aguiar/Fotos-Pedro Rocha